DADOS TÉCNICOS

Estes dados da Casa Orgânica são referentes a modelo básico Sobrado, ideal para condomínios de casas populares, diferente portanto da primeira Casa Orgânica de Joanópolis. O método construtivo e são os mesmos, bem como as as seguintes características, que a distingue da construção comercial tradicional:

MEMORIAL DESCRITIVO DO MÉTODO CONSTRUTIVO DA CASA ORGÂNICA DE MODELO BÁSICO SOBRADO.

PRODUÇÃO: Aventuras Produções e Edições Educativas Ltda. CNPJ 01.287.908/0001-90 – Inscrição Estadual 403.067.971.116

I. DADOS DA OBRA

Classificação: Construção de edificação residencial de padrão popular segundo conceitos que focam em torná-la sustentável, acessível e segura.

Endereço: Diversos lotes isolados ou em loteamentos dentro do perímetro urbano ou rural.

Área a construir: O espaço físico necessário para construção deste modelo de Casa Orgânica é de 120 m², sendo 8 metros de largura por 12 metros de comprimento. A área total do lote deve ser de acordo com os requisitos da entidade local responsável pelo registro e liberação de obras.

Descrição: O projeto Casa Orgânica é mais que construir com materiais fabricados segundo conceitos ecológicos, ou reciclados, como pneus inservíveis e garrafas usadas. A Casa Orgânica pode ser comparada a um ser vivo, pois possui massa que garante isolamento térmico e acústico, exigindo pouca energia para aquecer ou resfriar seus ambientes; produz sua própria energia através do vento, do sol, e de biogás; permite captação de água de chuva; recicla a água até quatro vezes, reduzindo em até 60% o consumo de uma casa convencional; produz oxigênio através dos filtros biológicos internos e externos usados para tratar a água; trata seu esgoto convertendo a maior parte dos dejetos em biogás e adubo, e liberando na natureza o excedente tratado.

II. ESPECIFICAÇÕES DOS MATERIAIS

Todos os materiais a serem empregados na construção desta obra serão de reconhecida procedência que não ferem qualquer lei ambiental, e em sua maioria serão proveniente de reciclagem ou reuso de produtos industriais. Estes materiais serão de boa qualidade e devem servir corretamente ao fim a que  se destinam por imposição do projeto. Ao final da obra o percentual de material desperdiçado deverá ficar próximo ou igual a zero.

III. ESPECIFICAÇÕES DOS SERVIÇOS

SERVIÇOS A SEREM EXECUTADOS:

1. SERVIÇOS PRELIMINARES

1.1. LIMPEZA DO TERRENO

Deverá ser feita a decapagem da camada de terra com resíduos orgânicos, até 10 cm, para limpeza do terreno, onde serão arrancadas as vegetações rasteiras e pequenos arbustos, para que sejam transferidas as dimensões e alinhamentos previstos no projeto para o terreno onde será executada a obra. Este material será reservado para ser usado no preenchimento das paredes e na cobertura do teto verde.

1.2. RECEBIMENTO DE MATERIAIS RECICLADOS OU DE REUSO

Os materiais deverão ser armazenados de maneira adequada no local, sendo colocados em contêineres, ou galpão, ou cobertos por lona plástica de acordo com exigências ambientais locais e federais.

2. SERVIÇOS EM TERRA

2.1. LOCAÇÃO DA OBRA

Com o fim de que sejam transferido as dimensões e alinhamentos previstos no projeto para o terreno onde será executada a obra, deverá ser feita a medição da obra utilizando-se de gabaritos, trenas, aparelhos de medição, e demais instrumentos que se fizerem necessários.

2.2. ESCAVAÇÃO MANUAL EM SOLO 1ª CATEGORIA

Todos os serviços de movimento de terra deverão ser executados de maneira que se atinjam as cotas e nivelamentos necessários às especificações do projeto. O solo removido será reservado para ser usado no preenchimento das paredes e na cobertura do teto verde.

2.3. REATERRO COMPACTADO

Os espaços abertos deverão ser reaterrados, devidamente compactados manualmente em camadas de no máximo quinze centímetros. Neste item, também estará incluído o aterro compactado para a implantação do contra-piso da edificação.

3. FUNDAÇÕES

A escavação para a execução das fundações deve atingir a profundidade necessária para  que se encontre  terreno com a capacidade de suporte necessária, sendo que a vala terá largura de setenta centímetros. As fundações serão construídas com linha contínua de pneus inservíveis preenchidos por terra compactada, portanto mais do que o dobro da largura de sapata convencionais. O método de construção é feito da maneira descrita a seguir:

3.1. ALICERCE DE PNEUS INSERVÍVEIS

Sobre o fundo nivelado das valas serão colocados os pneus inservíveis de aro 15 ou superior, todos de mesmo tamanho. Após serem colocados no lugar, os pneus serão preenchidos com terra compactada reservada da escavação ou terraplanagem, ou trazida de outro local. Os pneus são enchidos com terra a medida que são compactados utilizando marretas e socadoras manuais, ou por martelos pneumáticos. Após ter atingido a compactação desejada no primeiro pneu, este passa a ser usado como medida de altura para os demais da mesma camada. Para alcançar tal medida, usa-se um nivelador que tenha mais de um metro e meio de comprimento. A integridade física dos pneus com terra compactados é assegurada pela sua grossa parede de borracha e pelas cintas de aço inoxidável que revestem todos os pneus fabricados atualmente. As camadas de pneus inservíveis vão sendo colocadas, intercalando com os pneus da camada inferior, até atingir a altura do contrapiso. Após o preenchimento adequado, esta fundação apresenta características físicas de resistência superiores as apresentadas pelas fundações convencionais, devido a largura e peso específico muito maiores.

4. PAREDES EXTERNAS E INTERNAS

4.1. PAREDES EXTERNAS DE PNEUS INSERVÍVEIS

As paredes externas serão construídas de forma a dar massa à casa, garantindo assim isolamento térmico e acústico em qualquer condição atmosférica, além de resistência a intempéries ou desastres naturais. As paredes serão construídas com pneus inservíveis doados pelas indústrias fabricantes de pneus, em troca da licença ambiental para fabricarem pneus novos. As paredes, em sua conclusão, não terão qualquer indício que foram construídas com este material alternativo, já que estarão totalmente cobertas.

As paredes externas serão construídas com pneus inservíveis preenchidos com terra compactada, seguindo o método de assentamento descrito na fundação. Os pneus inservíveis das paredes poderão ser um pouco mais estreitos, de aro 13 a 15, mas preferencialmente todos de mesmo tamanho e modelo. Os cômodos da casa tem a forma de “U”, ou seja, duas paredes laterais e uma de fundo construídas de maneira contínua, camada a camada. Desta, maneira não é necessário utilizar cimento ou outro material em sua construção, apenas nas extremidades. As paredes terão queda de trinta centímetros da parte do fundo para a parte da frente da casa, para escoamento de água de chuva. Como os pneus inservíveis serão instalados de maneira intercalada, como tijolos, uma camada alcançará as duas extremidade do “U”, e a seguinte acima ficará faltando meio pneu em cada lado. Para completar estes espaços vazios, um molde de madeira será construído e preenchido por concreto armado, usando pedaços de pneu picado no lugar de brita. Atravessando este molde serão colocados pedaços de vergalhões de ferro de 3/16? horizontalmente de maneira que sobre trinta centímetros para fora da extremidade da parede. Nas camadas que não tem o preenchimento de concreto, vergalhões de ferro de 3/16? serão inseridos horizontalmente diretamente nos pneus das extremidades. Após todas as camadas terem atingido a altura ideal, que será de três metros de altura, valas de meio metro de profundidade serão cavadas em frente a cada extremidade da parede. Ao redor destas valas, moldes de madeira serão montados, tendo meio metro de comprimento por setenta centímetros de largura, e altura igual a da parede. Dentro destes moldes serão colocadas duas torres de ferro de 3/16?, amarradas nos vergalhões de ferro que saem horizontalmente dos pneus e das caixas de concreto das camadas de pneus da parede. Estas torres de ferro devem passar 40 centímetros acima da altura da parede. Os moldes serão então preenchidos com concreto armado para formar colunas que darão acabamento e estabilidade lateral as paredes.

4.2. PAREDES INTERNAS DE PNEUS INSERVÍVEIS

4.2.1. As paredes internas da edificação serão assentadas com blocos de concreto com alma de garrafa pet, de maneira a formar uma parede de 15 cm de espessura. Estes blocos de vedação definidos pela NBR 10007/04 da ABNT serão feitos na própria obra, com o seguinte método: A garrafa pet usada inteira é destampada, em seu interior é colocado um bloco de gelo seco pesando de 7 a 10 gramas, em seguida ela é tampada. Ao derreter o gelo seco libera o gás carbônico que preenche a garrafa fazendo com que esta fique rígida. A seguir a garrafa é colocada em molde que é preenchido com concreto, formando assim um bloco leve e extremamente resistente, que também faz seqüestro de dois litros de carbono da atmosfera. Este bloco tem reentrâncias que fazem com que se encaixem uns aos outros, garantindo maior estabilidade da parede com uso de menos argamassa. Os blocos ficarão no molde por quarenta e oito horas, e após serão retirados e deixados para secar em câmara úmida por uma semana. Os blocos serão então assentados de  maneira  a manter  a  verticalidade  e  horizontalidade  de  cada  fiada, com quantias pequenas de argamassa, já que se encaixam e travam no lugar. A argamassa de assentamento deve ser feita com cimento, areia média traço 1:6 e aglomerante natural.

4.2.2. Um segundo método construtivo usando garrafas pet usadas inteiras será usado para erguer algumas paredes secundárias. Por este método será construído um molde em madeira diretamente onde a parede vai estar localizada. Este molde será preenchido por garrafas pet enchidas com gás carbônico seqüestrado segundo técnica explicada no item 4.2.1 e por concreto armado, despejado diretamente na forma. Após 48 horas o molde é desmontado e a parede fica intocada até cura do concreto.

4.2.3. Algumas partes das paredes internas serão construídas usando garrafas de vidro para permitirem passagem de luminosidade. As garrafas serão assentadas usando argamassa como descrita no item 4.2.1.

5. VIGAS SUPERIORES DE CONCRETO ARMADO

Com as paredes externas e internas terminadas, inclusive as colunas nas extremidades das paredes de pneus inservíveis, terá início o preparativo para selar o conjunto pela parte superior. A camada superior das paredes externas é preparada cavando um buraco de trinta centímetros de diâmetro no interior de cada segundo pneu, até encontrar a camada de baixo. Em cada buraco será inserida uma barra de vergalhão de ferro de 3/16? com um metro e meio de comprimento, que avança pelas camadas inferiores de pneus. A barra ficará cinqüenta centímetros acima da linha da vigas. Após todos pneus terem sido cavados e receberem as barras, os moldes das vigas, que terão trinta centímetros de altura por quarenta centímetros de largura, serão montados sobre as paredes externas e através destas, formando a base de toda estrutura superior. Com os moldes devidamente calçados, estruturas montadas com barras de ferro de 3/16? serão colocadas encima dos pneus e cruzando as paredes de um lado ao outro com intervalos de um metro, respeitando as aberturas das clarabóias que serão construídas posteriormente através da laje. Por toda extensão das estruturas de ferro, barras serão colocadas a intervalos de meio metro sobrando vinte centímetros acima das vigas. O próximo passo será preencher os moldes com concreto armado. O sistema ficará secando por sete dias até que os calços serão retirados e os moldes desmontados. As vigas do segundo piso serão executadas da mesma maneira.

6. COBERTURA

Para assegurar o máximo de isolamento térmico e acústico, o sistema utilizado para cobertura será de teto verde construído com técnicas próprias e com materiais reutilizados, que também possibilitará cultivo de horta e plantas.

6.1. LAJE NERVURADA

Sobre o sistema de vigas será feita montagem de sistema de laje nervurada de acordo com a NBR 6118:2003. Vigotas treliçadas serão dispostas e espaçadas conforme projeto estrutural, e entre elas serão colocadas garrafas pet usadas, em sistema próprio de montagem e armação. O projeto prevê espaços para as clarabóias e peças de vidro para passagem de luz, portanto utilizando iluminação zenital em quase todos os cômodos que não tem janelas verticais. Por cima deste sistema serão colocadas malhas de ferro para controlar a eventual fissuração devido à retração do concreto. O sistema será sustentado por baixo por escoras e então será feita a concretagem da capa de compressão. Após a cura da laje, em período de três semanas, com irrigação constante, as escoras serão retiradas. A laje do segundo piso será executada da mesma maneira.

6.1.2 TETO VERDE DE RECICLADOS DE TETRAPAK E FIBRA DE VIDRO

Uma opção alternativa, ou complementar a Laje nervurada de garrafas Pet é a montagem de caibros de madeira plástica, madeira de demolição ou madeira certificada sobre o sistema de vigas. Os caibros serão dispostos e espaçados conforme projeto estrutural, e as extremidades por sobre as vigas, serão preenchidos com concreto armado, permanentemente fixando os caibros as vigas. Por sobre este conjunto são pregadas placas de reciclados de Tetrapak e outros materiais plásticos. Após todo teto ter sido coberto, uma camada de manta de fibra de vidro é laminada com resina epóxi industrial, aumentando assim a espessura do teto, impermeabilizando-o, e selando as juntas das placas. O projeto prevê espaços para as clarabóias e peças de vidro para passagem de luz, portanto utilizando iluminação zenital em quase todos os cômodos que não tem janelas verticais. A laje do segundo piso poderá ser executada da mesma maneira.

6.2. TETO VERDE

Após a laje estar curada e pronta, serão construídas e fixadas as caixas das clarabóias, guias laterais para escoamento de água de chuva, caixas para hortas e plantas, todas com madeira sintética feita de pet ou placas de tetrapak recicladas. A seguir toda cobertura será impermeabilizada com camada de fibra de pet, laminada com resina epóxi industrial líquida. Por sobre estes espaços serão colocados os sedimentos, substratos e terra onde serão plantados as vegetação do teto verde. Estes espaços terão sistema de irrigação inteligente instalado conforme projeto próprio.

7. ESQUADRIAS

Os batentes das portas externas e internas serão de madeira sintética de reciclado de garrafas Pet chumbadas nas colunas de concreto. As janelas frontais e as clarabóias do teto terão armação metálica, com vidros lisos. As portas externas serão do tipo metálicas, chumbadas nas colunas de concreto.

8. PISOS

O contra-piso será executado em concreto, com pedaços de pneus no lugar da brita, em todos os compartimentos componentes da edificação residencial a ser construída. O acabamento do piso será executado com o desempeno perfeito do concreto, quando este estiver com a umidade ideal, após o lançamento. Após a cura do contra-piso, os diferentes ambientes terão pisos de tacos de madeira sintética reciclada de pet, cimento queimado, tacos de bambu, e no banheiro e cozinha o revestido será com pedras ou cerâmica.

9. INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIA

Água vinda de estação municipal de tratamento ou outra fonte externa será ligada a um reservatório de mil litros instalado no teto do primeiro andar. Ao lado deste, outra caixa de tamanho externo semelhante, mas revestida com parede extra com isolamento é usada para armazenar água quente que será aquecida por sistema de aquecimento solar construído com garrafas pet e caixas de tetrapak pintadas de preto. O aquecedor solar ficará instalado acima das duas caixas d’água. A água fria e quente será então distribuída por painel de controle para toda a casa, conduzida por tubos de PVC de acordo com planta específica, alimentando pias dos banheiros, cozinha e áreas de serviço. A água utilizada seguirá por canos de PVC até um tanque de água cinza, construído dentro da casa ao lado da janela frontal. Este tanque terá um metro de profundidade e paredes meio metro acima do nível do contra-piso, com blocos de concreto com garrafas pet, impermeabilizado com fibra de garrafas pet e resina epóxi industrial. Este tanque será um filtro biológico com diversas granulações de sedimentos e plantas. A água, após filtragem física e biológica, será coletada no ponto mais baixo do tanque e enviada por bomba elétrica para um terceiro reservatório de mil litros construído ao lado dos outros dois no teto do primeiro andar da casa. Este mesmo reservatório será usado para coleta de água de chuva, através de um funil construído com placas de tetrapak impermeabilizadas com fibra reciclada de garrafa pet e resina epóxi industrial. De lá a água reciclada será enviada para os reservatórios dos vasos sanitários dos banheiros. Após descarga, esta água vai para tanque séptico com filtragem e tratamento por bactérias, e a partir deste para estação de tratamento de água negra no exterior da casa, em tanque construído como o tanque interno, para ser filtrada por plantas distribuídas em múltiplas células. Após passar pelos sedimentos e plantas, a água vai reservatório subterrâneo feito com blocos de concreto de garrafa pet onde é tratada com bactérias. Após o tratamento a água pode ser recolhida por escotilha de inspeção para ser usada em hortas orgânicas, ou ir para sumidouro construído com tubos de concreto com fundo aberto. Todos os encanamentos de água fria, água quente e esgoto serão passados dentro de canais embutidos no contra-piso, e cobertos com revestimento semelhante ao utilizado no chão do ambiente, dispensando assim quebra de paredes em caso de vazamentos ou modificações no encanamento. Todo o teto do primeiro andar será preparado para captar água de chuva e conduzi-la para reservatório próprio de , que ficará instalado nos fundos da casa.

10. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

As instalações elétricas deverão ser executadas de acordo com o projeto, seguindo as normas da concessionária. Toda a fiação será passada dentro de canais embutidos no contra-piso, e cobertos com revestimento semelhante ao utilizado no chão do ambiente, dispensando assim quebra de paredes em caso de reparos ou modificações no sistema elétrico. Os equipamentos e luzes terão alimentação de dois sistemas:

10.1. Sistema AC. A casa terá voltagens alternadas 110 volts. As instalações elétricas serão de conformidade com as exigências técnicas CERON, com fios distribuídos pelos ambientes pelo mesmo sistema de canais utilizados pelos canos de água e esgoto.

10.2. Sistema DC. As luzes internas e externas serão de LED de alta luminosidade, as bombas d’água e de esgoto, e outros equipamentos eletrônicos serão alimentados por dois bancos de baterias 12 volts, abastecidos por painéis solares e gerador eólico, ligados através de um painel inteligente de distribuição de energia, com medidores de gastos em tempo real.

11.  REVESTIMENTOS

11.1. As paredes externas de pneus inservíveis terão seus espaços entre os pneus preenchidos por latas de refrigerantes vazias e por mistura de argila, areia e fibra vegetal. Após nivelamento, as paredes de pneus serão cobertas com uma camada de tela de arame, sobre a qual é aplicada massa corrida, e acabamentos como estuco. Após nivelamento das paredes usando esta mistura, a camada exterior terá adicionada proporção de cimento para dar resistência ao revestimento. O resultado final será uma parede lisa, sem diferença aparente de uma parede convencional de tijolos.

11.2. As paredes internas de blocos de garrafas pet receberão acabamento sendo chapiscadas de argamassa de cimento e areia. Após o revestimento grosso, será feito o emboço desempenado com argamassa de cimento, cal e areia. As paredes do banheiro serão revestidas com azulejos.

12. PINTURAS

As pinturas das paredes da casa serão compostas de componentes orgânicos, não agressivos ao meio ambiente, solúveis em água, como terra, minerais e cola.

13. SISTEMA DE VENTILAÇÃO

Os ambientes terão ventilação cruzada natural, sistema de clarabóia automático para exaustão de ar quente, e caixas direcionáveis de captação de ar semelhante às usadas em embarcações. Ambientes sem aberturas laterais de ventilação receberão ar fresco através de dutos subterrâneos com filtros e sistema de desumidificação natural, construídos com tubos de PVC perfurados.

 

14. SISTEMA DE AQUECIMENTO

A casa será aquecida no inverno pelo sistema de estufa solar montados no interior dos ambientes frontais. O calor do sol passará pelos vidros instalados em ângulo e aquecerá as plantas e os ambientes. A massa das paredes estruturais aprisionará o calor no ambiente. A água será aquecida durante todo ano através de aquecedores solares em cada andar, construídos com garrafas pet e tetrapak, para uso em chuveiros e torneiras.

15. PROCESSAMENTO DE LIXO

O lixo da casa será separado em diversos reservatórios segundo as possibilidades de reciclagem, e disponibilizados para coleta seletiva do local. Lixo Orgânico será separado e processado em compostagem e utilizado nas plantas da Casa Orgânica.

IV.  DISPOSIÇÕES GERAIS

Esta obra será entregue concluída e fiscalizada pelas autoridades competentes.

1 Response » to “DADOS”

  1. Saudações, meu nome é Vinicius, eu moro no interior de São Paulo, especificamente na cidade de Valinhos, que fica a 100 km de SP, eu me interessei muito pelo projeto proposto, e principalmente pelos mecanismos utilizados dentro da casa, pretendo construir um loft e gostaria de implantar algumas tecnologias propostas no projeto de vocês.
    Há possibilidade de compartilhamento dos detalhes do projeto, gostaria de implantar em minha casa !!!!

    Muito obrigado e parabéns desde já !

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6 Comentários

  1. Saudações musicais!
    Yuri e Vera, que saudades! Ainda me lembro, Yuri, quando íamos a pé para a escola. Na realidade tu já estavas te preparando (física e mentalmente) para suas… Aventuras desafiadoras do nosso planeta!
    Meus parabéns ao casal (e aos gatos que sempre vos acompanharam!!!).
    O conceito de Casa Orgânica deve ser mais difundido. Estou tentando cumprir com minha parte pela minha rede de Contatos. Grande abraço e sucesso a todos.
    Flávio Hissao Miyasaki
    flahimy@yahoo.com.br

    • Oi Flavio, tudo bem contigo? Sim, bons tempos aqueles! Grato pela divulgação do projeto. Quando puder venha nos visitar e experimentar a acústica aqui da Casa Orgânica. Abraços a você e a família!

  2. Lindaaaaa! Adorei a sua casa e o seu primo do pan, muito gato ele. Gostaria de saber quais sabores eu podia utilizar? ( Coca-cola também dá ou só fanta uva?)

    • Qualquer garrafa pet serve, mas fanta uva em especial é ruim, pois o formato dela deixa espaços vazios. Abs

  3. Olá boa tarde!
    Adorei o projeto e gostaria muito de construir no meu terreno de 10 de frente 20 de fundo uma casa sustentável, queria muito apoio de voces, sou estudante do 8 periodo de engenharia ambiental e esse seria meu presente de formatura.
    Meu contato:
    welcione@gmail.com

    • Olá Welcione, grato pela mensagem. Estamos trabalhando no livro e documentário mostrando a construção passo-a-passo. A previsão agora é lançar no primeiro semestre do ano que vem. Se precisar alguma dica antes disto, avise. Abs

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